A mudança que me mudou...



Em 2019, grávida, apavorada por estar grávida e ainda não sabendo como me sentia em relação a maternidade, além de muito, muito cansada, li o livro A Linguagem das Flores, da autora Vanessa Diffenbaugh.

Nesse livro, acompanhamos Victoria, uma garota de 18 anos que dorme em um parque, escondida em um arvoredo. Com fome, cansada e sem ter onde morar ou em quem confiar, ela conhece uma senhora, dona de uma floricultura, que lhe dá emprego.

Victoria tem vários traumas, muitas insegurança e se acha incapaz de amar e receber amor, mesmo que seja de um filho.

Acompanhamos esse crescimento, nada rápido, dessa personagem. Porque a vida é assim. Não muda, melhora ou se resolve de uma hora para outra. E o principal: vemos uma história de uma mulher, menina, que não estava pronta para ser mãe. Que percebeu que o amor da maternidade não vem automaticamente, não tem raízes, como musgo, mas ainda assim pode crescer, ser cultivado, com bons e maus momentos, com muita dificuldade para alguns e facilidade para outros, mas quer venha ou não, nos transforma. Pois, afinal, estamos sempre nos transformando, constantemente mudando. A eu de hoje não é a mesma de ontem, nem a mesma que serei amanhã.

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