O tempo definitivamente passa...




Percebi já há um bom tempo que ou não tenho mudado muito ou esqueço de registrar minhas mudanças. A segunda opção é a correta, visto que definitivamente mudei, nem que seja de personalidade, ao longo dos últimos 10 anos.
Durante a adolescência minhas queridas amigas @_luanafreytas , @leticia.santosdefreitas e eu tínhamos o lindo hábito de tirar muitas fotos. Entre mais de 300 fotos por encontro — às vezes mais — saiam umas boas, umas ruins, umas engraçadas, mas o importante dessas fotos foram as memórias guardadas, as mudanças registradas. Três meninas que se tornaram adolescentes e então mulheres. Afinal, nos conhecemos desde muito novas, embora tenhamos passado a registrar mais por volta dos 12 anos.
O tempo passou. A vida aconteceu, e eu me encontrei sem registros e com uma memória nada confiável que frequentemente falha e me deixa na mão. Meus primeiros anos de relacionamento com o @oleonardodeandrade , por exemplo, é praticamente um sonho com exceção de umas poucas fotos provando que sim: esses quase 6 anos realmente aconteceram. Tínhamos pouquíssimo o hábito da fotografia. Meus encontros com amigas (alô @gabi_voigt ) pouco tem registro.
Costumava ver isso com bons olhos. Significava para mim que foram momentos tão bons que sequer precisaram ou sobraram tempo para uma foto. Hoje com um bebê — que já não é mais um bebê, e sim uma criança — sinto medo dessa ausência de registros por perceber que o tempo passa, perigosamente rápido, e sequer sobram minutos para uma foto e minha cabeça talvez não seja confiável o suficiente para lembrar de todos esses momentos que me criam e me moldam.
Por isso, minha missão desde o dia 28 de abril de 2022 é registrar, seja por vídeo, foto, texto ou todos juntos, mais minutos da minha tão curta e passageira existência e dos momentos com as pessoas que eu amo.

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